17 de abr de 2017

Transformar

Eu sinto que pela primeira vez consigo olhar para mim e ver claramente onde eu errei comigo. A vontade de me conhecer e me entender me acalmou aqueles anseios que me tiravam o sono. A vontade de começar de novo, começar limpo, sem trapaças, sem mentiras, fez de mim uma pessoa melhor. E o tempo tem passado mais depressa, talvez porque eu esteja ocupando ele com a maior quantidade de conhecimento possível. Eu larguei meus velhos vícios, deixei pra trás meus velhos hábitos. Eu me transformei. Me transformei porque cansei de ser casulo. Era confortável ficar ali dentro, mas eu não fazia idéia de como voar era bom. Eu costumava pensar que meus erros mais comuns eram nada mais do que a expressão da minha própria liberdade e me recusava a colocar limites nos meus desejos mais densos. Hoje percebo que aquilo era apenas mais uma forma de auto sabotagem que eu criei. Hoje eu entendo que liberdade não tem nada a ver com se destruir , tanto por dentro quanto por fora, se algo me faz mal de alguma forma, liberdade é que não é, não poderia ser.
Eu perdi o medo de me jogar nas tentativas cujos riscos são altos. Ousei dar tempo ao tempo. Ousei pensar por mim mesma e sair da bolha de mentiras que me contaram a vida inteira. É um pouco solitário observar as pessoas aqui do alto. Vejo o quanto os sentimentos baixos podem fazer com que todos se destruam e se machuquem repetidas vezes como se fosse algo normal. Machucar é banal. Odiar é comum. Mas não escolho isso para mim. 
Eu vou seguir meu coração, dar espaço para a luz me limpar de dentro para fora, e que a cada dia eu me ilumine mais ! Que a cada dia eu suba cada vez mais alto. Que a densidade alheia não me impeça de voar.  Eu me recuso a voltar a viver do jeito que vivi a vida inteira. Tudo é diferente agora. 
Eu não tenho medo das mudanças, pode vir, vira meu mundo de ponta cabeça, se isso me fará melhor, que seja ! Eu estou pronta.

                                                                     Vanessa Atalanta