12 de dez de 2016

São Paulo, 25 de Novembro de 2016

Os amores de minha vida...

Chegam sem avisar e vão embora de repente, causando estranheza no meu coração adolescente. Vivo a procurar pedaços que restaram nas minhas lembranças, que há muito já não são tão confiáveis. Tento reviver os melhores momentos, tento agarrar cada detalhe para que nunca se perca. Gostar tanto de alguém me faz feliz. O que seria sem amar? O que seria sem amor? Que graça teria afinal? 
Acho que estou encontrando o tal do equilíbrio, já não corro atrás dos meus amores como fazia antigamente. Hoje eles surgem no meu caminho como belas supresas agradáveis e brevemente se vão de meu coração, pois ele é bem exigente e existem amores demais no mundo a me esperar. Quem sabe um dia eu encontre um que eu permita ficar. Talvez eu tenha achado, mas nem procurando eu estava. Quando vi já era tarde, já estava hipnotizada. Viciada na pele, no cheiro, no cabelo, no olhar. Encantada pelo jeito, pela voz, pela forma como ele fala. E ao mesmo tempo não me prendo, não me permito sofrer por esse desejo, hoje em dia só quero pra mim a melhor parte de amar. E quando se tem muitos amores, você aprende que o principal é o amor próprio. E é me amando que eu quero amar ele. E amar ele faz com que eu me ame mais. Essa leveza é tão rara que me faz querer continuar sem medo algum, sem pressa alguma, sem anseios, sem expectativas. Eu só quero ver ele e que todas as coisas que aconteçam nessa história me tragam mais e mais risos. E que bonito está o céu hoje, mesmo com chuva, fico pensando que a beleza da vida é saber que em algum lugar existe alguém como ele sorrindo o sorriso mais bonito que já vi. Em algum lugar existe ele e a sua existência por si só já é motivo pra mudar meu mundo pra melhor. 
Espero porque sei que com ele não preciso correr. Me permito apenas ser, pois com ele sei que não preciso me esconder. Me esconder por dentro, não mostrar meus lamentos, meus risos fáceis, meu jeito de menina que se recusa a crescer. Então eu escrevo na esperança de que o universo leve até ele essas palavras, ainda vazias, esse amor não existe afinal. Ainda. 


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